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Para artistas6 min de leitura

Como Iara fez cinco trocas de arte em quatro países em quatro meses

Entre julho e outubro, a artista Iara Vida passou pelo Brasil, Espanha, Portugal, Reino Unido e Marrocos — dando oficinas de pigmentos naturais, pintando murais e ministrando aulas de aquarela em troca de hospedagem, alimentação e espaço de trabalho. Veja como funcionaram as trocas.

Como Iara fez cinco trocas de arte em quatro países em quatro meses
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A artista

Iara Vida é uma artista brasileira cuja prática gira em torno de pigmentos naturais — tintas feitas a partir da terra, argila e ocre que ela coleta nas paisagens por onde passa. Suas trocas combinam ensinar, fazer e lugar: toda oficina que ela conduz usa materiais colhidos do solo ao redor.

Entre julho e outubro de 2025, ela parou em cinco destinos em quatro países, fazendo um tipo diferente de troca em cada um.

Cinco trocas, quatro meses

Julho — Chapada dos Veadeiros, Brasil. Uma residência de três dias numa fazenda no cerrado. Iara conduziu uma oficina ensinando os participantes a pintar com pigmentos da terra local e a se conectar com a criança interior através do processo.

Agosto — Espanha e Portugal. Aulas de aquarela na Espanha. Em Portugal, pintura ao vivo, gravuras e sessões de aquarela.

Setembro — Reino Unido. Um mural e uma série de trabalhos sobre madeira feitos com terra coletada em Bristol, Chippenham e Gold Valley. Mentorias artísticas. Uma oficina em Hereford.

Setembro — Madri (remoto). Aulas de arte online.

Outubro — Marrocos. Uma residência num espaço cultural, uma residência de aquarela-com-terra num hostel em Marrakesh, e sessões individuais de aquarela.

Como as trocas funcionaram

O formato variou. Os hosts incluíram uma fazenda, casas particulares, um hostel, uma pousada marroquina e um espaço cultural. O que se manteve constante foi o acordo: Iara ensinava, pintava ou criava trabalhos com materiais locais, e em troca recebia tudo que precisava — hospedagem, alimentação, espaço de trabalho, materiais, e em alguns casos um cachê.

A maioria das estadias seguiu um ritmo parecido: cerca de três dias de criação ou ensino ativos, mais uma semana para descansar, explorar a região e absorver o lugar antes de seguir viagem. O formato em sprints curtos permitiu empilhar cinco trocas em quatro meses sem esgotamento.

A transformação

Quando perguntada sobre o impacto da jornada no seu trabalho, Iara é direta: "Me deu autoridade e muita experiência."

Ela atribui essa mudança à variedade geográfica e cultural. Mover-se entre o cerrado, a costa ibérica, o campo inglês e a medina marroquina exigiu ajustes constantes — à luz, aos materiais, ao ritmo, às pessoas.

"Em cada lugar tive trocas lindas. Provei outra culinária, outra cultura, outro jeito de ver a vida. Cada uma me tirou da zona de conforto e me ensinou algo novo. Me considero uma pessoa diferente agora."

O que ela mudaria

Iara diz que faria tudo de novo. Seu único desejo: uma forma de descobrir mais oportunidades sem depender só do boca a boca.

A maioria das trocas dela veio de conexões pessoais — amigo de amigo, encontro casual, comentário num post. Funcionou, mas limitava as opções a quem por acaso estava na rede dela na hora certa.

O que ela pede não é um tipo diferente de troca. É um lugar onde artistas e hosts possam se encontrar mais facilmente — onde as oportunidades sejam visíveis, não escondidas. É isso que o Artaway foi feito para fazer: trazer essas trocas à luz para que mais artistas tenham acesso e mais hosts possam oferecê-las.

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